Renato Freitas recebe a deputada federal e presidenta nacional do PT Gleisi Hoffmann no Caximba

por | jul 2, 2021 | Mandato, notícias | 0 Comentários

Nesta sexta-feira (2) o vereador Renato Freitas esteve com a deputada federal e presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, no bairro Caximba, extremo-sul de Curitiba.

O convite para a visita à comunidade partiu de Renato, que desenvolve atividades semanais na região com o projeto social Move Vidas. Durante o encontro, Renato e Gleisi caminharam pelas ruas do bairro – que hoje é formado por sete vilas, em uma das maiores ocupações de moradia de Curitiba e do Paraná – e conversaram com a população local. 

Cidade modelo?

Longe dos cartões postais da “cidade modelo” e distante cerca de 25 quilômetros do centro de Curitiba, os moradores e moradoras do Caximba ainda convivem com ruas de terra, falta de saneamento básico e coleta de lixo e, em muitos casos, falta de acesso à água tratada. Boa parte das moradias instaladas no local são casas de madeira ou palafitas (é na região do Caximba que desaguam os rios Barigui e Iguaçu). 

A atual administração da Prefeitura tem um projeto para a revitalização da região chamado “Bairro Novo da Caximba”, que conta com financiamento estrangeiro, mas que, a princípio, não irá contemplar a totalidade dos moradores das ocupações do Caximba. 

As áreas onde se concentram as moradias têm sido objeto de disputa judicial e de reintegração forçada de posse nos últimos anos, e envolvem pedidos da própria Prefeitura.

No último mês de abril, inclusive, um despejo forçado da Prefeitura de Curitiba fez com que 11 moradias fossem derrubadas no Caximba. Essas famílias ficaram sem alojamento no pior momento da pandemia de Covid-19 no Paraná, o que contraria as recomendações dos principais órgãos de Justiça do país. 

Do antigo aterro às milhares de moradia

O bairro do Caximba fica próximo da divisa da capital com os municípios de Araucária e Fazenda Rio Grande. Compõem a comunidade a Vila 29 de Outubro; Vila Abraão; Vila Cruz; Vila Juliana; Vila Dantas; Vila Espaço Verde e Vila Primeiro de Setembro. 

Há cerca de 20 anos a região não era habitada, e abrigava um aterro sanitário (o antigo “lixão” do Caximba). Apesar de os primeiros habitantes terem chegado ao local ainda na década de 1990, foi só a partir de 2009, com a desativação do aterro sanitário, que a população começou a crescer. 

Desde então, as lideranças comunitárias e o Ministério Público do Paraná (MP-PR)  estimam que sejam, pelo menos, 6 mil habitantes na região. Levantamento feito pela Prefeitura Municipal em 2017 contabilizou 4,5 mil pessoas apenas na Vila 29 de Outubro.

O projeto “Bairro Novo Caximba” 

Em 2020 a Prefeitura de Curitiba anunciou o projeto do “Bairro Novo Caximba”, intitulando a iniciativa como “a maior intervenção socioambiental da cidade nos últimos anos”. Os investimentos seriam da ordem de 47,6 milhões de Euros, dos quais a maior parte financiados pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). 

Apesar da propaganda, parte da comunidade do Caximba e das lideranças ainda questionam como o processo tem sido conduzido pela Prefeitura. Além da falta de transparência na apresentação das informações sobre o projeto para a população (inclusive quanto aos prazos que serão seguidos), existem problemas com o cadastro das famílias afetadas pela intervenção. 

Das mais de 6 mil pessoas que atualmente moram nas ocupações, estima-se que o cadastro da Prefeitura junto à Companhia de Habitação (Cohab) foi efetivado para cerca de apenas mil moradores. Há também cadastros desatualizados, que levaram em consideração apenas o nome das pessoas, e não os locais de moradia, desconsiderando a dinâmica da população e de ocupação do local. 

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