VEREADOR RENATO FREITAS SOFRE PRISÃO ARBITRÁRIA APÓS QUESTIONAR ABORDAGEM POLICIAL IRREGULAR

por | jun 14, 2021 | Mandato, notícias | 0 Comentários

Ao presenciar uma abordagem policial realizada de forma incorreta, ferindo os direitos fundamentais de um jovem negro, Renato questionou o método que é aplicado corriqueiramente pela Polícia Militar de Curitiba 

Foto: Reprodução 

Por assessoria de comunicação 

O vereador Renato Freitas (PT) foi preso indevidamente na última sexta-feira (04), enquanto jogava basquete na praça 29 de março em Curitiba. Na ocasião, Renato presenciou uma atuação equivocada de policiais militares que, ao realizarem uma “batida policial”, se utilizaram de truculência com um jovem negro, ação desnecessária para o episódio em questão. Freitas dirigiu-se ao local e questionou o método, solicitando que procedessem com o devido respeito e conforme às leis e direitos constitucionais garantidos a todo e qualquer cidadão, sem exceção. 

Entretanto, em total desrespeito às prerrogativas inerentes à sua posição, mesmo tendo se identificado como Advogado e Vereador de Curitiba, Renato foi acusado de praticar o crime de desacato e perturbação de sossego e embora não tenha se comprovado nenhum dolo específico, o parlamentar foi  levado preso ao Batalhão da Polícia Militar, em condições absolutamente desproporcionais e inadequadas com relação à sua dignidade.

Após quase quatro horas  detido na delegacia para assinar um termo circunstanciado, Renato foi liberado sem qualquer explicação por parte da Polícia Militar. A ação gerou revolta em diversos grupos e movimentos sociais e uma grande quantidade de pessoas se reuniram à frente do Batalhão para denunciar o racismo estrutural que provocou na prisão ilegítima de dois jovens negros: Renato Freitas e seu amigo David (Popular Estilo).  A repercussão mobilizou diversos veículos de comunicação para uma coletiva de imprensa e em seu pronunciamento, Renato fez um desabafo apontando a hostilidade e despreparo que geram esta violência policial  e cobrou uma resposta da PM sobre o ocorrido: “Qual a razão de estarmos aqui? não sei! Ninguém falou pra gente até agora o porquê fomos presos”, declarou Freitas.

Esta não é a primeira vez que Renato Freitas sofre violência e perseguição política em Curitiba. Em 2016, foi preso pela Guarda Municipal (GM) enquanto panfletava para sua campanha a vereador. Em 2018, houve nova agressão da GM quando ele fazia campanha na condição de candidato a deputado estadual. No final do mesmo ano, ele foi detido pela PM na Praça do Gaúcho, quando realizava uma reunião com outros quatro jovens. Quando se trata de jovens negros e periféricos, a abordagem da Polícia Militar e da Guarda Municipal é sempre a mesma, inflamada pela truculência e pela violência. Agora, o Vereador Renato Freitas é, mais uma vez, parte da estatística alcançada por uma abordagem policial inapropriada e abusiva. Até quando jovens negros serão impedidos de usufruir de seus direitos? Basta!

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